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Identidade e protesto. Bad Bunny arrisca no Super Bowl e Trump responde

Identidade e protesto. Bad Bunny arrisca no Super Bowl e Trump responde

Bad Bunny subiu ao relvado do Levi's Stadium, na Califórnia, para fazer história no half-time show do Super Bowl. Na noite que consagrou os Seattle Seahawks como os grandes vencedores da final do campeonato nacional de futebol americano, a música e a revolução também foram protagonistas.

RTP /
EPA

Vencedor de três Grammy's no passado dia 1 de fevereiro, Bad Bunny foi o artista escolhido para atuar no intervalo da final do Super Bowl, um dos momentos mais esperados do evento desportivo.

Cardi B, Karol G, Jessica Alba e Pedro Pascal estiveram no cenário, que fazia referência a Porto Rico e dava continuidade à homenagem prestada ao país no álbum “Debí Tirar Más Fotos”.

O espetáculo trouxe convidados e mensagens de intervenção. As políticas de imigração não passaram ao lado das críticas do artista.
Telejornal, 9 de fevereiro de 2026

Entre as centenas de pessoas envolvidas para contar uma história de revolta e união, Bad Bunny entregou um Grammy a uma criança, que, de acordo com a Variety, simboliza Liam Ramos, detido aos cinco anos pelo ICE, em janeiro deste ano,
em Minneapolis.

“A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor” lia-se nos ecrãs do estádio. Já no final da atuação, o artista porto-riquenho ergueu uma bola que trazia inscrito “Juntos somos a América” e, por entre bandeiras, enumerou todas as nações do continente americano, numa clara mensagem de união e inclusão.

Com referências à cultura, identidade e política, o Levi’s Stadium serviu de palco para muitos dos seus êxitos: "DtMF”, “NUEVAYoL”, “BAILE INoLVIDABLE”, “CAFé COM RON”, “Tití Me Preguntó", "Yo Perreo Sola", "Safaera", "Party" e “El Apagón”.

A “MONACO”, acompanhada por violinos, foi trilha sonora de um dos momentos mais marcantes do espetáculo. O halftime show do Super Bowl recebeu um casamento, que foi muito mais do que apenas encenação.

Lady Gaga também subiu ao palco, onde cantou e dançou salsa, e Ricky Martin interpretou “Lo Que Le Pasó a Hawaii” com o compatriota Bad Bunny.

A atuação que para muitos já está na história do Super Bowl como uma das mais marcantes, não agradou, no entanto, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Insatisfeito desde o anúncio da escolha do artista para atuar no intervalo do jogo, Trump classificou a apresentação como “absolutamente terrível e uma das piores de todos os tempos”.



Através da rede social Truth, o presidente norte-americano considerou que a atuação de Bad Bunny na final do Super Bowl foi “uma afronta à grandeza da América”.

“Ninguém entende uma palavra do que ele está a dizer e a dança é repugnante, especialmente para crianças que estão a assistir nos Estados Unidos e em todo o mundo”, escreveu.

Depois desta atuação, por muitos considerada memorável, e de se consagrar o primeiro artista a vencer um Grammy com um álbum totalmente em espanhol, Bad Bunny não abandona, para já, os estádios. O artista segue agora para a "Debí Tirar Más Fotos World Tour", que chega ao Estádio da Luz, em Portugal, a 26 e 27 de maio.
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